Arquivo do mês: outubro 2015

Óreas

Οὔρεα (Úrea), Óreas, “montanhas, montes”, personificados como filhos de Gaia e irmãos de Urano e Pontos, são em Hesíodo a “agradável habitação das Ninfas”.

Os Óreas foram os Protogenoi (deuses primordiais) ou Daimones rústicos (espíritos) para as montanhas. Cada um e cada montanha foi dito ter o seu próprio antigo deus barbudo. As Montanhas foram ocasionalmente representadas na arte clássica como homens barbudos velhos levantando-se entre os seus picos escarpados. Os dez ourea que nasceram de Gaia por partenogênese são:

Etna: O vulcão da Sicília (na Itália).
Atos: uma montanha da Trácia (norte da Grécia).
Hélicon: uma montanha da Beócia (na Grécia Central). Entrou em um concurso cantando com o vizinho Monte Cíteron.
Cíteron: uma montanha da Beócia (na Grécia Central). Entrou em um concurso cantando com o vizinho Monte Hélicon.
Nisa: uma montanha da Beócia (na Grécia Central). Nisa foi a ama do deus Dionísio.
Olimpo I:  montanha da Tessália (norte da Grécia), a morada dos deuses.
Olimpo II: montanha da Frígia (na Anatólia).
Óreos: montanha-deus do Monte Ótris, em Malis (Grécia central).
Parnaso: uma montanha da Beócia e Ática (na Centra Grécia).
Tmolo: uma montanha da Lídia (na Anatólia). Foi o juiz de um concurso musical entre Apolo e Pan.

Por sua altura e por ser um centro, a montanha tem um simbolismo preciso e significativo. Na medida em que a montanha é alta, elevada, vertical, aproximando-se do céu, é símbolo de transcendência; enquanto centro de hierofanias (manifestações do sagrado) e de teofanias (manifestações dos deuses), participa do simbolismo da manifestação. Como ponto de encontro entre o céu e a terra, é a residência dos deuses e o termo da ascensão humana. Expressão da estabilidade e da imutabilidade, a montanha, segundo os Sumérios, é a massa primordial não diferenciada, o Ovo do mundo. Residência dos deuses, escalar a montanha sagrada é caminhar em direção ao Céu, como meio de se entrar em contato com o Divino, e uma espécie de retorno ao Princípio.

Todas as culturas têm sua montanha sagrada. Moisés recebeu as Tábuas da Lei no Monte Sinai; Garizim foi e continua a ser um cume sagrado nas montanhas de Efraim; o sacrifício de Isaac foi sobre a montanha; Elias obtém o milagre da chuva nos píncaros do monte Carmelo (lRs 18,45); uma das mais belas pregações de Cristo foi o Sermão da Montanha (Mt 5,lsqq.); a transfiguração de Jesus foi sobre uma alta montanha (Mc 9,2) e sua ascensão, sobre o monte das Oliveiras (Lc 24,50; At 1,12) .

Os exemplos poderiam multiplicar-se. Acrescentemos, apenas, que o monte Olimpo era a morada dos deuses gregos; Dioniso foi criado no monte Nisa e Zeus o foi no Monte Ida. Montesalvat do Graal está situado no meio de ilhas inacessíveis.

Na realidade, Deus está sempre mais perto, quando se escala a montanha.

Referências:

BRANDÃO, J. S. Mitologia Grega v.1. Petrópolis: Vozes, 2013.

THEOI: http://www.theoi.com/Protogenos/Ourea.html

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Pontos

Πόντος (Póntos), Pontos, é “o mar”, por vezes “o alto-mar”, diferente de πέλαγος (pélagos), em princípio “via de acesso, de passagem, não raro difícil. Póntos entra numa vasta família etimológica de forma e sentidos diversos. Assim,  o sânscrito tem pánthah, “caminho que oferece dificuldade”, e o latim pons, pontis, “ponte, passarela”. Pontos é, pois, a marcha, o caminho, “os caminhos do mar”.

Filho de Gaia, Pontos uni-se à própria mãe e foi pai de Nereu, Taumas, Fórcis, Ceto e Euríbia. Por vezes lhe atribui igualmente a paternidade de Briareu e dos quatro telquines, os primitivos habitantes da ilha de Rodes, Acteu, Megalésio, Ôrmeno e Lico. Com Tálassa, sua contraparte feminina, Pontos gerou os peixes e outras criaturas marinhas. Pontos e Tálassa foram completamente substituídos por Posídon e Anfitrite na arte clássica e mito. Em mosaico romano os deuses primordiais-do-mar eram geralmente Oceano e Tétis.

Num mosaico romano Pontos aparece como uma cabeça gigante que emerge do mar adornado com uma barba grisalha e chifres de guarra de caranguejo:

Okeanos or Pontos mosaic at Bardo Museum, Tunis, Tunisia

Pontos em um mosaico romano antigo, Bardo Museum, Túnis, Tunísia.

Personificado, passou a figurar como representação masculina do mar. Não possuindo um mito particular, aparece apenas nas genealogias teogônicas e cosmogônicas. O mar simboliza a dinâmica da vida. Tudo sai do mar e a ele retorna, tornando-se o mesmo o lugar de nascimentos, transformações e renascimentos. Águas em movimento, o mar simboliza um estado transitório entre as possíveis realidades ainda informais e as realidades formais, uma situação de ambivalência, que é a da incerteza, da dúvida e da indecisão, que se pode concluir bem ou mal. Daí ser o mar simultaneamente a imagem da vida e da morte. Cretenses, Gregos e Romanos sacrificavam ao mar cavalos e touros, ambos símbolos de fecundidade. Símbolo também de hostilidade ao divino, o mar acabou por ser vencido e dominado por um deus. Segundo as cosmogonias babilônicas, Tiamat (O Mar), após contribuir para dar nascimento aos deuses, foi por um deles vencido. Javé tinha domínio total sobre o mar e seus monstros, como diz Jó 7,12:

Acaso sou eu o mar ou baleia, para me teres encerrado como num cárcere?

Criação de Deus (Gn 1,9-10), o mar tem que lhe estar sujeito (Jr 31,35). Cristo dá ordens aos ventos e ao mar, e as tempestades se transformam em bonança (Mt 8,24-27).

João (Ap 21,1) canta o mundo novo, em que o mar não mais existirá.

Referências:

BRANDÃO, J. S. Mitologia Grega v.1. Petrópolis: Vozes, 2013.

BRANDÃO, J. S. Dicionário mítico-etimológico v.2. Petrópolis: Vozes, 2008.

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Urano

UranusΟὐρανός (Uranós), Urano, “abóboda do céu, céu, firmamento”. A antiga etimologia que aproximava Uranós de Varuna foi descartada. O Varuna é, no panteão hindu, o patrono da realeza. É a personificação do Céu, enquanto elemento fecundador de Gaia.

Filho de Gaia na Teogonia de Hesíodo e, em outros poemas, de Éter e certamente de Hemera, o dia, na teogonia órfica Urano e Gaia são filhos de Nix, a noite.

Urano (Céu) era concebido como um hemisfério, a abóbada celeste, que cobria Gaia, a Terra, concebida como esférica, mas achatada: entre ambos se interpunham o Éter e o AR e, nas profundezas de Gaia, localizava-se o Tártaro, bem abaixo do próprio Hades. Mais adiante se falará da mutilação de Urano por Crono.

Do ponto de vista simbólico, o deus do Céu traduz uma proliferação criadora desmedida e indiferenciada, cuja abundância acaba por destruir o que foi gerado. Urano caracteriza assim a fase inicial de qualquer ação, com alternância de exaltação e depressão, de impulso e queda, de vida e morte dos projetos.

Deus celeste indo-europeu, símbolo da fecundidade, o deus do Céu é representado pelo touro. Sua fertilidade, todavia, é perigosa, além de inútil. A mutilação de Urano por Crono põe cobro a uma odiosa e estéril fecundidade e faz surgir Afrodite, nascida do esperma ensanguentado do deus, a qual introduz no mundo a ordem e a fixação das espécies, impossibilitando qualquer procriação desordenada e nociva. As três fases da evolução criadora seria, a saber: Urano (sem equivalente no mito latino) é a efervescência caótica e indiferenciada, chamada cosmogenia; Crono (Saturno) é o podador, corta e separa. Com um golpe de foice ceifa os órgãos de seu pai, pondo fim a secreções indefinidas. Ele é o tempo da paralisação. É o regulador que bloqueia qualquer criação no universo. É o tempo simétrico, o tempo da identidade. Sua fase denomina-se esquizogenia. O reino de Zeus (Júpiter) se caracteriza por uma nova partida, organizada e ordenada e não mais caótica e anárquica: esta chamada de autogenia. Após a descontinuidade, a criação e a evolução retomam seu caminho.

Urano unido em amor com a deusa-mãe Terra teve os seis Titãs, as seis Titânides, os três ciclopes e os três hecatônquiros.

Gaia e Urano

Gaia e Urano. Obra exposta na seção Cosmogonias e Cosmologia do Espaço do Conhecimento UFMG, Praça da Liberdade.

Tão logo nasciam os filhos, porém, Urano devolvia-os ao seio materno, temendo certamente ser destronado por um deles. Gaia, já curvada com tanto peso ou sentindo-se esgotada com o abraço sem tréguas do esposo, pediu aos filhos que a libertassem da opressão e da fecundidade inesgotável do marido. Todos se recusaram, exceto Crono, o caçula dos titãs. Gaia entregou-lhe uma foice (instrumento sagrado que cortas as sementes, e semente em grego é spérma, “esperma”) e quando o céu, “ávido de amor”, se deitou, à noite, sobre a esposa, Crono cortou-lhe os testículos. O sangue do ferimento do deus caiu sobre a Terra, concebendo esta, no tempo devido, as Erínias, os Gigantes e as Ninfas Mélias ou Melíades. Os testículos, lançados ao mar, formaram uma “espumarada”, de que nasceu Afrodite.

Com a façanha de Crono, Urano separou-se de Gaia e, impotente, tornou-se um deus ocioso.

Uma interpretação inteiramente diferente do mito do deus do céu foi conservada por Diodoro Sículo (séc. I d.C.). Urano teria sido o primeiro rei dos atlantes, povo justo e respeitador dos deuses, cujo habitat seriam as margens do Oceano. O “deus” os civilizou e iniciou nas artes. Hábil astrônomo, Urano inventou o primeiro calendário, segundo os movimentos dos astros, prevendo o destarte os principais acontecimento que deveriam ocorrer no mundo. Ao morrer, foram-lhe concedidas honras divinas e acabou por ser identificado como o próprio céu. Na versão de Diodoro, Urano foi pai de quarenta e cinco filhos, sendo dezoito de titãs (que mais tarde se chamou Gaia). A ela devem os filhos genéricos de titãs. As filhas do civilizador dos atlantes chamavam-se Basileia (a rainha), mais tarde cognominada Cibele, e Reia, denominada Pandora. Basileia, que era de grande beleza, sucedeu ao pai no trono, e, unindo-se a seu irmão Hipérion, foi mãe de Hélio (Sol) e Selene (Lua). Como filhos de Urano, ainda são mencionados por Diodoro, Crono e Atlas.

Referências:

BRANDÃO, J. S. Mitologia Grega v.1. Petrópolis: Vozes, 2013.

BRANDÃO, J. S. Dicionário mítico-etimológico v.2. Petrópolis: Vozes, 2008.

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Hemera

Hemera (1881) by William-Adolphe Bouguereau (1825-1905).

Hemera (1881), por William-Adolphe Bouguereau (1825-1905).

Ἠμέρα (Heméra), Hemera, “dia”.  Parece relacionar-se com o armênio awr, “quente”. Hemera é a personificação do Dia, concebido como divindade feminina, formando com Éter um par, enquanto Érebo e Nix formam o outro.

Na teogonia hesiódica, Hemera foi a deusa primordial do dia. Ela era filha de Érebo (Escuridão) e de Nix (Noite) e irmã de Éter (Luz).

Do Caos Érebos e Noite negra nasceram.
Da Noite aliás Éter e Dia nasceram,
gerou-os fecundada unida a Érebos em amor.
Teogonia, vv. 123-25.

Ao anoitecer, sua mãe, Nix, puxa seu véu da escuridão entre a atmosfera brilhante do éter e o ar inferior da terra trazendo a noite para o homem. Ao amanhecer, Hemera dispersa as névoas da noite, banhando a terra de novo com a luzl brilhante do céu, éter.

Nas cosmogonias antigas noite e dia foram considerados substâncias distintas e independentes do sol.

Hemera era identificada com Hera, a rainha do céu, e Eos, a deusa do amanhecer. Hesíodo parece considerá-la como mais de uma substância divina ao invés de deusa antropomórfica. Ela foi, em grande parte, irrelevante na mitologia, com seu papel sendo totalmente subordinado à deusa Eos, a Aurora.

 Referências:

BRANDÃO, J. S. Mitologia Grega v.1. Petrópolis: Vozes, 2013.

BRANDÃO, J. S. Dicionário mítico-etimológico v.1. Petrópolis: Vozes, 2008.

HESÍODO. Teogonia: a origem dos deuses. Trad. TORRANO, J. A. A. São Paulo: Iluminuras.

THEOI: http://www.theoi.com/Protogenos/Hemera.html

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Éter

Αἰθῄρ (Aithér), Éter, provém do verbo αἴθειν (aíthein), “queimar, fazer brilhar”. Do ponto de vista da língua grega, aithér é uma criação semi-artificial para servir de contraponto a ἀήρ (aér), “ar”.

Éter é a camada superior do cosmo, posicionado entre Urano (Céu) e o ar e, por isso mesmo, personifica o céu superior, incandescente, onde a luz é mais pura que na camada mais próxima da Terra, dominada pelo ar. Personificado na Teogonia de Hesíodo (116-132), Éter é filho de Nix, a Noite, e irmão de Hemera, o Dia.

Do Caos Érebos e Noite negra nasceram.
Da Noite aliás Éter e Dia nasceram,
gerou-os fecundada unida a Érebos em amor.
Teogonia, vv. 123-25.

Éter é a personificação do brilho do ar superior do céu – a substância da luz. Acima dele encontra-se a abóboda maciça do deus que personifica o céu, Urano, e abaixo, as brumas transparentes do ar ligado à terra. Ao anoitecer, sua mãe, Nix, puxa seu véu da escuridão entre o éter e o ar para trazer a noite ao homem. Ao amanhecer, sua irmã, Hemera, dispersa estas névoas, revelando o éter azul brilhante do dia. Noite e dia foram considerados como independentes do sol nas cosmogonias mais antigas.

Éter foi um dos três “ares”. O ar médio foi Aer ou Khaos, uma névoa incolor que envolveu o mundo mortal. O ar inferior foi Érebo, as névoas da escuridão, que envolveu os lugares sombrios debaixo da terra e do reino dos mortos. O terceiro foi o ar superior de Éter, a névoa de luz, morada dos deuses celestes. Ele envolveu os píncaros das montanhas, as nuvens, as estrelas, o sol e a lua. As próprias estrelas foram ditas como formadas a partir dos fogos concentrados de éter.

 Referências:

BRANDÃO, J. S. Mitologia Grega v.1. Petrópolis: Vozes, 2013.

BRANDÃO, J. S. Dicionário mítico-etimológico v.1. Petrópolis: Vozes, 2008.

HESÍODO. Teogonia: a origem dos deuses. Trad. TORRANO, J. A. A. São Paulo: Iluminuras.

THEOI: http://www.theoi.com/Protogenos/Aither.html

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Nix

La Nuit (1883), by William-Adolphe Bouguereau (1825-1905), at Hillwood Museum, Washington, D.C.

La Nuit (1883), por William-Adolphe Bouguereau (1825-1905), Hillwood Museum, Washington, D.C.

Νύξ (Nýks), Nix, “noite”. A raiz da palavra designativa de νύξ (nýks) aparece na maioria das línguas indo-europeias: latim nox; “noite”; irlandês in-nocht, “esta noite”; gótico nahts, “noite”; sânscrito nák, “noite”. Nix é, portanto, a personificação e a deusa da noite.

Como aparece na Teogonia hesiódica, Caos gerou sozinho as trevas profundas, Érebo e Nix, enquanto de Nix nasceu a luz radiante, Éter e Hemera. Assim, a matéria informe, confusa e opaca, o Caos, gera primeiramente as trevas. É que para Hesíodo o cosmo se desenvolve ciclicamente, de baixo para cima, passando das trevas à luz. É natural, por isso mesmo, que a luz, Éter e Hemera, tenha sido gerada pelas trevas, Nix, a Noite.

Observe-se ainda a conjugação dos opostos: Érebo e Nix, as trevas, se opõem à luz, mas é das trevas, Nix, que nascerá a luz, Éter e Hemera. Esses pares antitéticos unem-se e interferem, cada um triunfando sobre o outro, numa eterna transformação cíclica.

Do Caos Érebos e Noite negra nasceram.
Da Noite aliás Éter e Dia nasceram,
gerou-os fecundada unida a Érebos em amor.
Teogonia, vv. 123-25.

Também no Gênesis 1,2-3 a luz existiu depois das trevas:

A terra, porém, estava informe e vazia, e as trevas cobriam a face do abismo, e o Espírito de Deus movia-se sobre as águas. E Deus disse: “Exista a luz”. E a luz existiu.

Seu habitat é o extremo Oeste, além do país de Atlas. Enquanto Érebo personifica as trevas subterrâneas, inferiores, Nix personifica as trevas superiores, de cima. Percorre o céu, coberta por um manto sombrio, sobre um carro puxado por quatro cavalos negros e sempre acompanhada das Queres. À Noite só se podem imolar ovelhas negras.

Nix simboliza o tempo das gestações, das germinações e das conspirações, que vão surgir à luz do dia em manifestações de vida. É muito rica em todas as potencialidades de existência, mas entrar na noite é regressar ao indeterminado, onde se misturam pesadelos, íncubos, súcubos e monstros. Símbolo do inconsciente, é no sono da noite que aquele se libera.

Nyx, as represented in the 10th-century Paris Psalter at the side of the Prophet Isaiah

Nix representada ao lado do profeta Isaías em um manuscrito do séc. X.

A deusa geralmente é representada simplesmente como a substância da noite: um véu de névoa sombria advindo do submundo que apaga a luz do Éter (que brilha na atmosfera superior).

Referências:

BRANDÃO, J. S. Dicionário mítico-etimológico v.2. Petrópolis: Vozes, 2008.

BRANDÃO, J. S. Mitologia Grega v.1. Petrópolis: Vozes, 2013.

HESÍODO. Teogonia: a origem dos deuses. Trad. TORRANO, J. A. A. São Paulo: Iluminuras.

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