Lélape

Laelaps and Cadmean vixen

Minos possuía um cão de caça de força prodigiosa, chamado Lélape (em grego Λαιλαψ, Lailaps, “tempestade”), que jamais deixava escapar uma presa, e uma flecha que nunca errava o alvo. Zeus, anteriormente, ofertara à Europa muitos presentes valiosos, entre eles estava Lélape. Este foi transmitido de para um dos filhos de Europa, Minos. Por ter inúmeras amantes, o rei Minos tornou-se vítima de uma maldição de sua esposa, Pasífae: a cada vez que ele se unia a uma mulher, nasciam de seu corpo serpentes e escorpiões que a matavam imediatamente. Prócris, para libertá-lo de tal encantamento, deu-lhe uma erva que obtivera da feiticeira Circe, mas exigiu em troca o cão e a flecha. Mais tarde, ela os deu de presente a Céfalo, seu marido.

Creonte, o então rei de Tebas, designou a Anfítrion a impossível tarefa de destruir a besta que assolava a região, a Raposa de Têumesso – impossível porque a raposa nunca poderia ser pega. O herói descobriu uma solução para o problema, levando Lélape, cão mágico, para a caça, um animal que estava destinado a nunca perder sua presa.

Anfítrion, quase em desespero, finalmente recebeu ajuda de Céfalo, rei de Atenas, que lhe emprestou Lélape, um cão cujos poderes dados pelos deuses nunca o deixavam perder a presa. Porém, o rei queria o animal de volta o mais rápido possível, pois Lélape era um animal sagrado. Foi um presente de Zeus para Europa, filha de Agenor.

Anfítrion, para cumprir sua promessa a Alcmena, pegou o cão e saiu a perseguir tal raposa. Lélape logo identificou-lhe o cheiro e começou a caçá-la. Assim, a raposa que nunca poderia ser capturada e o cão que nunca poderia perder sua presa entraram numa luta selvagem. Qual dos dois venceria? Aquilo era um problema não só para Anfítrion e os tebanos, mas também para os próprios deuses, que tiveram que se reunir e examinar o caso.

The Teumessian Fox and Laelaps

Se Lélape pegasse a raposa, de que serviriam as palavras escritas pelas moiras, as três deusas que personificam o destino? Sem falar no fato de que todas elas temiam a ira do protetor, Posídon. Por outro lado, se o temível animal escapasse, de que valeria o dom de Lélape? Quanto aos deuses, ousaria algum deles resistir à vontade de Zeus, que certamente exigiria a vitória de Lélape? Zeus confrontado com uma contradição do destino (uma raposa incapturável sendo perseguido por um cão inevitável), finalmente, encontrou uma solução de seu agrado e de aceitação geral: ambos, Lélape e a raposa  de Têumesso, transformariam-se em estátuas de pedra. Segundo outra versão, conta-se  que Zeus transformou-os em constelações: Cão maior (Lélape) e Cão menor (raposa de Têumesso).

Referências:

STEPHANIDES, M. Hércules. Trad. MICHAEL, Marylene P. São Paulo: Odysseus, 2005.

STEPHANIDES, M. Prometeu, os homens e outros mitos. Trad. MICHAEL, Marylene P. São Paulo: Odysseus, 2004.

THEOI: http://www.theoi.com/Ther/AlopexTeumesios.html

Anúncios
Categorias: Criaturas | Tags: , , , , , , , , , , , , , , , | Deixe um comentário

Navegação de Posts

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s

Blog no WordPress.com.

Pensamentos Flutuantes

Entre devaneios e realidade, ideias ascendentes

%d blogueiros gostam disto: