Acrísio e Preto: a inimizade entre irmãos

Linceu casou-se com Hipermnestra, tornou-se rei e depois foi sucedido no trono por seu filho Abas, que, por sua vez, teve dois filhos gêmeos: Acrísio e Preto.

A cobiça de Egito fez de Dânao um inimigo mortal. A inimizade entre os dois era tanta que Dânao pediu que suas filhas, as danaides, matassem seus respectivos maridos na noite de núpcias, todos filhos de Egito. Mais tarde, no Hades, as danaides foram castigadas pela eternidade. Entretanto, aqueles que se tornaram célebres pela inimizade entre irmãos foram Acrísio e Preto. Desde pequenos ficaram conhecidos em toda a Grécia por suas disputas intermináveis.

Muitos diziam que a primeira contenda entre os dois aconteceu quando ainda estavam na barriga da mãe! Ela gritava de dor porque eles disputavam quem nasceria primeiro, afinal, este seria o herdeiro do trono.

O mal ficou ainda pior quando os dois cresceram, e isso angustiava demais seus velhos pais. Abas, na hora da morte, a fim de não dar motivo para novas brigas, chamou os filhos e disse que os dois deveriam governar o reino alternadamente: um ano um, um ano outro. O rei, porém, morreu sem ter tempo de dizer qual iria governar primeiro, e uma briga terrível eclodiu ali mesmo, sobre o cadáver do pai.

 Finalmente, Acrísio tomou o reino à força e Preto foi obrigado a se exilar, fugindo para a Lícia, cujo rei, Iobates, não somente o hospedou, como deu-lhe ainda a mão de sua filha, Estenebeia, em casamento. Por fim, obviamente também apoiou o genro em suas reivindicações pelos direitos ao trono de Argos. Deste modo, não passou muito tempo e Preto retornou à terra natal com um exército fornecido pelo sogro, a fim de reclamar junto ao irmão o reino do pai.

Acrísio recusou, e uma grande batalha teve início do lado de fora das muralhas de Argos. Como nenhum dos dois saiu vencedor, acertaram que Preto tomaria para si a vizinha Tirinto e Acrísio manteria Argos sob seu domínio.

Referência:

STEPHANIDES, M. Teseu, Perseu e outros mitos. Trad. POTZAMANN, J. R. M. São Paulo: Odysseus, 2004.

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