O destino das danaides

Linceu e Hipermnestra casaram-se e foram felizes no amor. Esta foi a única filha de Dânao que descumprira a sua ordem e não cometeu o terrível crime. Quanto às outras danaides, Zeus ordenou a Atenas e Hermes que as purificassem de seu crime. Depois, Dânao organizou competições atléticas na qual os vencedores se casariam com as suas filhas. As competições prosseguiram até todas estarem casadas. Com as cinquenta filhas casadas, a linhagem de Dânao tornou-se tão numerosa que, a certa altura, todos os habitantes da Grécia passaram a ser chamados de dânaos.

Muito embora as danaides tivessem sido perdoadas pelos deuses e pelos homens, não escaparam à austeridade dos juízes do Hades. Após a morte, foram condenadas a um árduo trabalho interminável: deviam encher de água um grande tonel de barro sem fundo. Por incontáveis séculos, as danaides foram escravizadas no mundo ínfero, por causa do crime terrível (matar o marido à sangue frio). Desde então, o tonel que nunca se enche ficou conhecido como “o tonel as danaides”, expressão ainda hoje usada.

Danaides_by_John_William_Waterhouse,_1903

Danaides, por John William Waterhouse (1903)

Referência: STEPHANIDES, M. Teseu, Perseu e outros mitos. Trad. POTZAMANN, J. R. M. São Paulo: Odysseus, 2004.

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Categorias: Curiosidades, Outros | Tags: , , , | 5 Comentários

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5 opiniões sobre “O destino das danaides

  1. Paulo Sérgio Alves

    Legal! Eu não conhecia ainda o mito das danaides. Tiveram um castigo semelhante ao de Sísifo, pois em ambos os casos existe um esforço para realizar um trabalho que nunca vai ter fim. :/

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    • Persephone

      Ah, sim. Houveram outros condenados a trabalhos igualmente penosos e castigados.
      O mito de Prometeu e o de Atlas são mais conhecidos.
      Ainda postarei sobre os demais.

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  2. Paulo Sérgio Alves

    Legal, quando postar vou ler. Tem um destes chamado Íxion, condenado a girar eternamente numa roda de fogo. Até escrevi um poema inspirado nele.

    http://essenciaeexistencia.blogspot.com.br/2009/09/eterna-duracao-da-efemeridade.html

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  3. Paulo Sérgio Alves

    Legal que gostou… fico feliz! 🙂

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